Presente de aniversário

 

Quem me conhece sabe que a minha vida é uma novela mexicana, daquelas bem dramáticas mesmo. Quem acompanha o blog sabe que um dia eu encontrei minha irmã no Orkut, mas que não disse a ela que era sua irmã. Quem falou comigo nos útlimos dois dias sabe que eu acendi o pavio do TNT e mandei um e-mail para ela falando toda a verdade. E só nós duas sabemos tudo o que conversamos pelo MSN nas últimas 48 horas.

 

Pois bem: ganhei uma irmã. Ela é uma fofa, foi super receptiva e me surpreendeu muito com o espaço que me deu. No início ela duvidou um pouco da história (quem não duvidaria). Então contei a ela tudo o que sabia, como tudo tinha acontecido, quando nossos pais namoraram e tals, e aí senti que ela foi relaxando.

 

O ápice da história é que ela salvou tudo o que escrevi (o e-mail que mandei pra ela, o post aqui do blog e o e-mail que tinha escrito pro meu pai) e entregou para ele ontem de manhã. Sim, juro, é verdade. Ela disse que ele começou negando, dizendo que minha mãe nunca disse que estava grávida (é um cretino, não?), e depois começou a dizer que eles só saíram uma vez (afe!), e por fim disse que minha mãe falou que estava grávida dele, mas que depois eles nunca mais se viram (lógico, ele foi embora da cidade e nunca mais apareceu).

 

Enfim, ela me disse que vai amansá-lo (ela não é uma fofa?), e que me mantém informada. É muito engraçado ganhar uma família. Ela me contou que temos mais dois irmãos, um de 22 anos e outro de 16, e que tenho mais quatro tios, e que ainda tenho avós. A Débora (a irmã) tem um filho de dois anos e meio, e ela escreveu assim pra mim: “Ah, você vai ficar doidinha quando conhecer o seu sobrinho”. Não é lindo?

 

Pois é, Papai do Céu me deu um presente de aniversário adiantado. Aliás, me deu dois: coragem para dizer toda a verdade e uma irmã maravilhosa, que fez todo o meu medo e insegurança diante dela se esvaírem. No fundo no fundo sinto que ganhei uma amiga.

 

 

PS: Acho que nunca tive tantas coisas para postar. Queria contar tantas coisas... Mas vou escrevendo aos poucos, e tomando cuidado para não esquecer.

 

Bjus e bom fim de semana pra vocês.

Thi


Quem fez? Thiara Ney
Que hora?
07h50
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[ divulgue! ]




Sobre LOST

 

NUOSSA! Esse fim de semana eu assisti ao último episódio da quarta temporada de Lost (adoro!) e meodeos, o que foi aquilo? Todos por aqui já sabem que eu adoro seriados, e amo assistir Lost do fundo do coração. Pois bem, fiquei passada com a quantidade de adrenalina. Ainda nem sei dizer se achei que foi bom ou ruim, se me esclareceu muitas coisas ou não, mas posso dizer que não conseguia piscar.

 

Como um seriado de TV consegue prender tanto a gente, né!? A gente sabe que nada daquilo é real, e em se tratando de Lost a gente sabe que tudo aquilo é praticamente impossível (praticamente porque aprendi a célebre frase de que nada é impossível). Mas mesmo assim, mesmo sem acreditar em nada, sem achar nem uma verossimilhança sequer com a vida real, a gente gosta, acompanha, vibra, se emociona, espera, ansia por um pouqinho mais, por minutinhos mais de seriado.

 

Nesse último episódio (sem spoilers claros, mas com spoilers para quem não começou a ver a quarta temporada ainda), que tem uma hora e meia de duração, a gente descobre quem estava no caixão, como os Oceanic six saem da ilha, porque ninguém acha a ilha, e o que acontece com o Jin (inclusive, a pior parte do episódio, na minha humilde opinião).

 

Mas o que mais me irritou foi que muitas dúvidas ainda não foram esclarecidas. Que diabos é aquele pai do Jack (“que” mesmo, porque “quem” é pra pessoas, e ele definitivamente não é humano)? O que aconteceu com a Claire? Quem é o maldito Ben afinal?

 

Ai, ai, não vejo a hora de 2010 chegar, com a última temporada, todas as soluções, respostas e resoluções de Lost.

 

Bjus

Thi


Quem fez? Thiara Ney
Que hora?
08h41
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Uma carta para meu pai

Oi Valter, tudo bem?

Bem, pelo nome você já deve saber quem eu sou. Sou filha da Dione, que você namorou em Itaquá, e consequentemente sua filha também.

 

Minha mãe me criou durante esses 24 anos muito bem, e sou grata pela pela educação que ela me deu, por tudo que fez por mim, e orgulhosa pela mulher vencedora que ela é. Hoje eu tenho pouco mais do que a idade que ela tinha na época em que vocês se conheceram, e penso muito em tudo o que ela deve ter passado, sentido e sofrido.

 

Sempre achei muito sábia a decisão da minha mãe de não te procurar, e deixar por minha conta a decisão de fazer isso um dia, caso eu quisesse. E a verdade é que eu nunca quis. Como sempre dizem, pai é quem cria, e para mim meu pai era minha mãe. Eu nunca tive sentimento de filha por mais ninguém além dela, e por isso não via necessidade de te conhecer.

Entretanto, algumas coisas têm mudado. Há cerca de um ano resolvi dar uma procurada no orkut e encontrei a Débora, sua filha, minha irmã. Tinha uma foto sua no álbum dela, e minha mãe prontamente confirmou que era você mesmo. Adicionei ela no orkut e comecei a ter contato, mas nunca revelei quem eu era de verdade.

 

Algum tempo depois adicionei ela no MSN, mas ela nunca ficava online para conversarmos, até hoje.

 

Hoje pela manhã ela estava online, e eu puxei conversa. Em determinado momento ela perguntou quem eu era, de onde me lembrava dela, e eu não soube o que responder.

 

Eu não sei explicar qual foi meu sentimento quando descobri que tinha uma irmã, tão bonita, casada, com um filho (meu sobrinho!), e que eu estava sendo privada de ter contato com essa “família”.

 

Eu tive a opção de contar a ela quem eu era, mas optei por não fazer isso. Não sei como ela foi criada, quais são seus valores, e o que ela pensaria de tudo o que o pai dela fez no passado. Também não quis simplesmente deturpar sua imagem para ela, porque eu não gostaria que fizessem isso comigo.


E é só por isso que te escrevo. Tenho vontade de conversar com a Débora, saber mais sobre ela. Até hoje sou filha única e a expectativa de ter uma irmã mexeu muito comigo. Quero saber o que ela gosta de fazer, qual sua cor favorita, que filme ela mais gostou de ver, essas coisas. E quero te dar a oportunidade de contar a ela sobre a minha existência, antes que eu mesma faça isso.

 

Não quero te pressionar a me conhecer, a fazer parte da minha vida nem tentar compensar o tempo perdido. Nem acho que ainda dê tempo de recuperar qualquer coisa. Só acho que às vezes a gente tem que fazer alguma coisa contra nossas aflições.

 

Pretendo falar com ela mais vezes, sempre que tiver a opotunidade. Em alguma dessas vezes sei que vou falar quem sou de verdade. Espero que você já tenha esclarecido tudo antes, e que talvez possamos ser amigas. Seria importante para mim.

 

Thiara


Quem fez? Thiara Ney
Que hora?
11h03
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Sobre mim

 

Estava hoje lendo o blog de uma amiga, que por sinal é a pessoa que mais me visita na net, e ela escreveu sobre a cara estranha que as pessoas fazem quando ela conta que conversa com a atual namorada do seu ex.

 

Achei engraçado pensar nas caras das pessoas quando contamos coisas desse tipo. Passei muito tempo vendo as pessoas fazerem caras estranhas quando eu contava que meu namorado morava em Brasília (e eu teimava em acreditar que não era corna, que idiota). Mais caretas vinham quando eu dizia que o filho dele passava o fim de semana na minha casa (sim, sem ele, pois ele estava em Brasília, sure).

 

Agora eu não namoro mais desse jeito. Namoro pra mim tem que ser dormindo na minha cama no final de semana e no meio da semana também, se possível. Mas as caretas continuam. Ultimamente são provenientes de dois fatos. Um deles é o fato de eu conseguir conversar com o Rafa (o ex) numa boa, como amiguinhos mesmo. E antes que me perguntem: não, eu não sinto nada, nem uma pontinha de nada, ele é absolutamente indiferente para mim. O outro belo motivo é quando eu conto que eu e o Marquinho não brigamos. E junto à cara de “impossível” vem o comentário: Impossível, todo mundo briga.

 

É, na verdade não, não é todo mundo que briga, porque a gente simplesmente não briga. É claro que já fiquei chateada e ele também, mas a gente conversa. Não é o máximo? Nunca achei que eu seria adulta o suficiente para ter um relacionamento de adulto, desses que dão certo, que não é cheio de idiotices, e que parece mesmo que vai ser pra sempre.

 

É bom. Eu gosto assim.

 

Bjos.
Thi


Quem fez? Thiara Ney
Que hora?
13h13
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Eu!



Thiara Ney, prazer..., Jornalista, 24 anos, apaixonada, feliz.


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